Todo o que morrer com este Escapulário será livre do fogo eterno. É um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção
O escapulário consiste em duas tiras de pano pendentes, uma para a parte anterior e outra para a posterior do corpo. São quinze os que a Igreja aprovou e enriqueceu com indulgências. O mais conhecido é o Escapulário do Carmo. Este teve origem na aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock, Superior Geral da Ordem do Carmo, a 16 de julho de 1251.
Nossa Senhora disse ao Santo: «Todo o que morrer com este Escapulário será livre do fogo eterno. É um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção».
As graças do Escapulário são:
- Especial proteção de Nossa Senhora durante a vida.
- Morte na graça de Deus, isto é, a salvação.
Por concessão do Papa S. Pio XII, de 16 de dezembro de 1910, o Escapulário do Carmo pode ser substituído por uma medalha, que tenha de um lado o Coração de Jesus e do outro Nossa Senhora, em qualquer das suas invocações.

O escapulário de pano só é obrigatório no dia da sua imposição. Atualmente, qualquer sacerdote pode fazer a sua imposição.
O escapulário é um sinal de fé, de esperança e um símbolo da mediação universal de Maria e de consagração à Virgem. O facto de ter sido reconhecido pela Igreja, torna-o particularmente apto para assinalar a devoção e confiança em Nossa Senhora e na sua intercessão.
Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário.
Irmã Lúcia

O Escapulário do Carmo é símbolo da caridade maternal de Maria
O Escapulário do Carmo é símbolo da caridade maternal de Maria que, tomando a iniciativa, guarda os seus filhos no coração e desperta neles o desejo de imitar as suas virtudes. Como sinal de consagração à Virgem de Nazaré, ele aponta para o projecto de cada um se revestir de Cristo para ser outro Cristo, pelo poder do Espírito Santo, e manifesta a protecção eficaz de Nossa Senhora do Carmo “agora e na hora da nossa morte”, levando-nos pela sua mão à glória do seu Filho.
Quem traz consigo o Escapulário, não de forma supersticiosa, assume a sua condição de filho de Maria e membro da Família Carmelita; mostra que acredita no poder maternal de Nossa Senhora junto de Deus e compromete-se a realizar sempre a Vontade divina. Por ele manifesta que quer seguir os passos de Maria de Nazaré, servindo a Cristo presente na Igreja e nos pobres; construir a comunhão entre as pessoas, através do serviço fraterno e desinteressado; ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática; amor à oração, descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias; viver em humildade e pureza de coração.
É com este espírito que a Família Carmelita usa o Escapulário, contemplando nele o sinal do estilo de vida que quer seguir: viver no serviço de Jesus Cristo, segundo o exemplo da Virgem Maria.
Origem e Explicação
Ao norte da Terra Santa estende-se uma cordilheira que, depois da extensão de 60 quilómetros, nos leva a São João de Acre. Chama-se Carmo (que na nossa língua significa vinha) ou Carmelo, (que quer dizer vinha do Senhor).
800 anos antes de Cristo ali viveram os Profetas Elias e Eliseu, defensores acérrimos do monoteísmo.
Na era Cristã, pelo século XII também ali se concentraram alguns eremitas, tomando como modelo e protector o Profeta Elias.
Em 1153 Bertolo, construiu uma capela junto da gruta do Profeta Elias, onde alguns devotos a ele se juntaram.
Em 1209 Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, deu-lhes uma norma, moldada pelas regras de Santo Agostinho.
Passados uns 20 anos, entre 1226 e 1229, os sarracenos invadiram o território. Em 1291 foram massacrados muitos monges. Os que puderam, fugiram para a Europa, contribuindo para que uma associação, que se limitava à Terra Santa, se espalhasse por todo o mundo.
O Papa Honório III, a 30 de Janeiro de 1226, concedeu-lhes a aprovação pontifícia.
Em 1245 celebrou-se o I Capítulo Geral fora da Palestina, sendo eleito superior São Simão Stock, que veio a governar a Ordem durante 20 anos (1245 a 1265).
Ao reconhecer os perigos e perseguições que sofria a sua Ordem, voltou-se confiadamente para Nossa Senhora. As suas preces foram escutadas. Em 16 de Julho de 1251 apareceu-lhe a Santíssima Virgem que o confortou e lhe disse: «Todo o que morrer com este Escapulário será livre do fogo eterno. É um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção».
O Escapulário é um sinal de afirmação da devoção a Maria Santíssima e manifesta-se exteriormente num hábito talar, usado pelos Carmelitas e sua Ordem Terceira. Na sua expressão mais simples são dois pedaços de lã suspensos por um fio, para pendurar ao pescoço.

As graças do Escapulário são:
- Especial proteção de Nossa Senhora durante a vida.
- Morte na graça de Deus, isto é, a salvação.
Escreveu o Papa Pio XII a 11 de Fevereiro de 1950:
«Não é coisa de pequena importância tratar-se da aquisição da vida eterna, segundo a tradicional promessa da Virgem Santíssima. Trata-se, com efeito, da empresa mais importante e do meio mais seguro de a levar a cabo».
A primeira e principal graça é a da eterna salvação. É claro que não teria este «direito» aquele que, confiado na promessa de Nossa Senhora, se entregasse ao pecado e aos vícios e recusasse obstinadamente, até no leito de morte, os auxílios da Igreja.
Pelo contrário, se tiver algum desejo de salvação e invocasse aquela Mãe Piedosa, ela não lhe faltará com o cumprimento desta promessa. Quantos
pobres pecadores, munidos piedosamente com o Escapulário, obtiveram na última hora a graça da conversão e salvação!
Não é um objeto para uma proteção mágica (um amuleto), nem uma garantia automática de salvação, nem uma dispensa para não viver as exigências de uma vida cristã, como deve ser vivida! É um símbolo que representa o compromisso de seguir a Jesus como Maria.
Condições necessárias para obter as graças do Escapulário:
- Receber o Escapulário imposto pelo sacerdote. O Escapulário é um símbolo e um sinal de posse e consagração a Maria, como fazem os religiosos do Carmo.
Na sua forma reduzida são dois bocados de lã, suspensos por um fio.
São Pio X, a 10 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, depois de devidamente imposto, pudesse ser depois substituído por uma medalha benzida, que tenha de um lado Nossa Senhora, sobre qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima) e do outro lado o Coração de Jesus.
A 28 de Janeiro de 1964 o Papa Paulo VI estendeu a todos os sacerdotes a faculdade de imporem o Escapulário, o que até então era privilégio dos religiosos carmelitas e àqueles a quem eles estendessem essa concessão.
- As duas grandes aparições de Nossa Senhora, Lourdes e Fátima, são uma nova confirmação do privilégio do Carmo.
A última aparição de Lourdes verificou-se a 16 de Julho de 1858, festa de Nossa Senhora do Carmo.
Ela apresentou-se «mais bela que nunca», mas não pronunciou palavra, segundo o testemunho da vidente Bernardete.
Em 13 de Setembro de 1917, disse em Fátima Nossa Senhora: «Em Outubro virá também Nossa Senhora das Dores e do Carmo». Relatando a Aparição, escreve a Vidente Lúcia: «Pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo».
Quem pode receber o Escapulário?
Todos os católicos que queiram, mesmo inconscientes ou destituídos dos sentidos. Até as crianças no dia do baptismo, pois supõe-se que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO
(Por um sacerdote)
Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens abençoai este hábito de Nossa Senhora do Carmo que, como sinal de consagração a Maria, vai ser imposto no vosso servo, para que pela intercessão de Maria, possa alcançar maior plenitude de graça. (Asperge o Escapulário com água-benta).
IMPOSIÇÃO
Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. Amen.
(Enfia-o pela cabeça a cada pessoa)
Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen.
O Senhor, que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, te abençoe; e mediante este sinal de consagração a Maria, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Cristo Nosso Senhor. Amen.
(Asperge o Confrade com água-benta)
(in Escapulário do Carmo – Pe. Fernando Leite)
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